18/06/2026
A 8.ª Conferência para a Competitividade decorreu a 17 junho no Centro Cultural de Belém em Lisboa.
Organizada pela Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), a edição deste ano, com o tema “O valor acrescentado da indústria agroalimentar”, reuniu decisores políticos, empresários e especialistas setoriais, com o objetivo de analisar o contributo deste setor para a economia nacional, bem como debater os principais desafios que enfrenta, nomeadamente ao nível da competitividade, inovação e sustentabilidade.
A iniciativa contou com a participação do Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes e do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, que destacaram o facto do setor agroalimentar português representar um dos pilares centrais da economia nacional, tendo a indústria agroalimentar um papel estruturante, não apenas pelo peso económico, mas também pela sua capacidade de gerar emprego e coesão territorial. No encerramento da sessão, o ministro da Agricultura e do Mar salientou ainda que Portugal tem de ser proativo face ao Mercosul, e definir uma estratégia para criar valor acrescentado, investindo na marca portuguesa.
O Diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), Eduardo Diniz, participou com keynote speaker, no painel dedicado ao “impacto económico da indústria agroalimentar”. Na intervenção, foi apresentada uma panorâmica da atual transformação da geoeconomia, no que se refere aos choques decorrentes da instabilidade conjuntural, os ajustamentos e novos equilíbrios nos mercados alimentares, bem como as linhas principais das tendências estruturais, que definem uma nova arquitetura comercial global.
Partindo da situação da economia europeia no cenário global, apresentou como reflexão a União Europeia (UE) dever ter a confiança nos mercados internos como um fator estratégico, apresentando ainda as prioridades na agricultura e bioeconomia no âmbito das negociações que decorrem ao nível do Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, analisando o enquadramento da Indústria Agroalimentar nas futuras políticas e apoios. Enquanto resposta estratégica da economia da UE e Nacional, destacou as vantagens comparativas do sistema agroalimentar e a necessidade de uma agenda estratégica para o setor, com o desafio de uma transição de um setor apenas regulado e protegido para ser considerado como uma infraestrutura estratégica de prosperidade e segurança.
Fotos: @GPP



