P Política Comercial da UE

Política Comercial da UE

 

POLÍTICA COMERCIAL DA UE

Com a criação da união aduaneira, a União Europeia (UE) contribui, no interesse comum, para a eliminação progressiva das restrições às trocas internacionais e aos investimentos diretos estrangeiros e para a redução das barreiras alfandegárias e outras, sendo a Política Comercial Comum uma competência exclusiva da UE, baseada num sistema de comércio multilateral, fundamentada em regras e conduzida de acordo os princípios e objetivos da ação externa da UE.

As relações comerciais com os países terceiros são geridas através de acordos comerciais. Cabe ao Conselho e à Comissão assegurar que os acordos negociados sejam compatíveis com as políticas e normas da UE.

No final de 2023, a UE tinha em vigor 42 acordos comerciais preferenciais com 74 parceiros preferenciais, o que corresponde a 45,8 % do comércio externo total da UE.

  Evolução e Linhas de Ação
   
 

Aplicação e cumprimento 
2023 | 2024 | 2025

   
 

Desenvolvimento e Notícias

 

 

PRIORIDADES DA POLÍTICA COMERCIAL (presidência Irlandesa do Conselho da UE)

De 1 de julho a 31 de dezembro de 2026, a Irlanda assume a Presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE). No domínio da Política Comercial, a Presidência Irlandesa define as seguintes prioridades principais:

  • Aprofundar as relações comerciais e de investimento da UE, através da celebração de acordos comerciais tradicionais e do desenvolvimento de novas formas de cooperação setorial, nomeadamente parcerias digitais. Neste contexto, será dada particular atenção às negociações com Ásia, Médio Oriente e África, destacando-se os processos em curso com a Malásia, as Filipinas, a Tailândia e os Emirados Árabes Unidos.

  • Reforçar a relação comercial e de investimento entre a União Europeia e os Estados Unidos da América (EUA), em conformidade com a Declaração Conjunta UE-EUA, intensificando a cooperação em áreas estratégicas, designadamente nas cadeias de abastecimento e nos setores e tecnologias críticas para a competitividade e a segurança económica de ambas as partes.

  • Promover a ratificação e a implementação dos acordos comerciais recentemente concluídos, incluindo o Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá (CETA), bem como impulsionar os procedimentos formais no Conselho relativos aos acordos celebrados com a Índia e a Indonésia.

  • Defender o sistema multilateral de comércio, mediante o apoio à Organização Mundial do Comércio (OMC) e o avanço da sua agenda de reforma, na sequência da 14.ª Conferência Ministerial (MC14).

  • Reforçar a segurança económica da UE, promovendo instrumentos para responder a práticas comerciais desleais, sem comprometer os princípios de um comércio livre, aberto e baseado em regras, reforçando simultaneamente a competitividade, a resiliência e a autonomia económica europeias, num quadro de concorrência leal e igualdade de condições.

Em particular, no que se refere ao setor agrícola, a Presidência pretende:

  • Promover o debate sobre relações comerciais abertas e assentes em regras, assegurando simultaneamente condições de concorrência equitativas (level playing field) para os agricultores europeus.

  • Reforçar a monitorização dos mercados agrícolas, recorrendo a mecanismos de vigilância e medidas de salvaguarda para prevenir ou mitigar perturbações de mercado.

 

ACORDOS DE COMÉRCIO E OUTROS ACORDOS (em vigor e em negociação)

O tipo de acordo depende de muitos fatores, desde o estádio de desenvolvimento económico, social e político dos parceiros, a proximidade geográfica ou cultural ao território europeu, o interesse económico estratégico para a União ou existência de negociações de países concorrentes da UE com de parceiros potenciais.

  • Acordos de Comércio Livre (ACL)
Possibilitam uma abertura recíproca dos mercados dos países desenvolvidos e das economias emergentes, mediante acesso preferencial aos mercados, tendo como principal vantagem poderem abranger domínios que não previstos pela OMC. Reduzem obstáculos à exportação, protegem interesses das duas partes e aumentam o cumprimento e previsibilidade das regras.
  • Acordos de Parceria Económica (APE)
Apoiam o desenvolvimento dos parceiros comerciais dos países de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP). São Acordos comerciais para facilitar a integração dos países ACP na economia mundial, através da liberalização gradual do comércio e da melhoria da cooperação neste domínio.
  • Acordos de Parceria e de Cooperação (APC) e Acordos de Associação (AA)
São instrumentos que além de criarem condições para trocas comerciais, reforçam o entendimento político e geoestratégico dos países. Estes Acordos tendem a evoluir para acordos de comércio livre aprofundados e abrangentes, visando a integração bilateral e regional, suportada por uma convergência com as práticas instituídas no seio da UE, em matéria económica, política e social.

 

Acordos UE por Região - Quadros resumo

 

Indicações Geográficas de Portugal nos Acordos UE - Quadro resumo

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Data de atualização

10-08-2026    

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