Panorama dos números do olival e azeite 9 tecnológica da produção, nomeadamente a intensificação dos sistemas produtivos, em que os olivais tradicionais, caracterizados por reduzida densidade de plantação e colheita manual, têm vindo a ser progressivamente complementados por olival em vaso e em sebe, que permite: • Maior densidade de árvores por hectare; • Mecanização integral da colheita; • Maior eficiência produtiva; • Redução de custos. O crescimento da produção está ainda associado ao aumento da procura internacional de azeite e de azeitona de mesa, que tem sido impulsionada por fatores como a valorização da dieta mediterrânica, a crescente integração dos mercados agroalimentares e o aumento do consumo em economias emergentes. Apesar da tendência global de crescimento mencionada, a leitura do Gráfico 6 permite também observar alguma volatilidade interanual da produção, reflexo da sensibilidade da oliveira às condições climáticas e ao fenómeno de alternância produtiva que caracteriza esta espécie. A evolução da produção mundial por continente, apresentada no Gráfico 7 e no Quadro 2, permite constatar que esta não ocorreu de forma homogénea entre regiões, mostrando diferentes trajetórias de desenvolvimento da olivicultura. A Europa mantém-se como o principal centro mundial de produção de olival, concentrando a maior parte da produção global (Mapa 2). Em 1986, o continente representava cerca de 66,2% da produção mundial, valor que, embora tenha diminuído em termos relativos, ainda se situava em 57,5% em 2024. Em termos absolutos, a produção europeia aumentou de 6,1 milhões de toneladas para cerca de 14,7 milhões de toneladas (+141% → 8,6 milhões t), evidenciando a continuidade do crescimento da produção nos principais países mediterrânicos, que resulta essencialmente da modernização tecnológica do setor e da intensificação dos sistemas produtivos. A redução da quota relativa da Europa deve-se ao aumento que se tem verificado noutras regiões do mundo. A Ásia apresentou um crescimento superior a 255%, passando de 1,6 milhões de toneladas para 5,6 milhões em 2024, uma consequência do dinamismo de países da bacia oriental do Mediterrâneo e do Médio Oriente, onde a olivicultura possui uma longa tradição histórica, mas onde se têm verificado investimentos relevantes na moderGráfico 7 – Evolução da produção mundial do olival no período 1986-2024, por continente (x1000 ha) Graf 6 G Graf 7 GRAF 40 066 9218 25552 0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 1986 1991 1996 2001 2006 2011 2016 2021 1281 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 1986 1991 1996 20 0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 1986 1991 1996 2001 2006 2011 2016 2021 África Americas Ásia Europa Oceania 60 80 100 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000 3 500 1986 1991 1996 20 Fonte: GPP, a partir de COI/IOC e FAO Gráfico 6 – Evolução da produção mundial do olival no período 1986-2024 (x1000 t) Graf 6 G Graf 7 GRAF 40 GRAF 36 066 9218 25552 0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 1986 1991 1996 2001 2006 2011 2016 2021 1281 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 1986 1991 1996 20 0 5 000 10 000 15 000 20 000 25 000 30 000 1986 1991 1996 2001 2006 2011 2016 2021 África Americas Ásia Europa Oceania 20 40 60 80 100 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000 3 500 1986 1991 1996 20
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