Panorama dos números do olival e azeite 25 D. Produção de azeite do olival A produção de azeite na UE27 cresceu cerca de 43% entre 1986 e 2024, a que correspondem mais 488 mil toneladas. Conforme evidenciado pelo Gráfico 42, é possível observar uma evolução crescente ao longo desse período. Ainda que marcada pela variabilidade interanual, a tendência de longo prazo aponta para um aumento da produção de azeite, associado à modernização do setor, ao aumento da produtividade e à expansão de sistemas intensivos, sobretudo na Península Ibérica. A UE27 sempre teve um peso relativo muito significativo na produção de azeite no mundo. Em 1986, detinha mais de 73% da produção, com ocorrências ainda mais significativas em anos seguintes (1987 → 86,3%; 1989 → 83,4%; 2001 → 88,2%), fruto da alternância da oliveira. Contudo, a partir de 2001, apesar da produção comunitária continuar a registar um crescimento, há um decréscimo do peso relativo da produção de azeite da Europa comunitária no global, representando cerca de 52% do total mundial em 2022 e 62% em 2023 (Gráfico 43), em virtude do crescimento do setor noutras regiões do mundo, Mapa 11 – Produtividade do olival na UE27 por país (kg/ha) – 1986 → 1417 e 2024 → 2907 Fonte: GPP, a partir de COI/IOC e FAO nomeadamente no Médio Oriente e no Norte de África. A produção de azeite na UE27 concentra-se sobretudo em quatro Estados-Membros, com a Espanha a ter uma posição amplamente dominante, representando mais de 52% em 2023 do total da Europa comunitária. Os três países seguintes têm produções significativamente inferiores à de Espanha, mas ainda assim relevantes no contexto europeu e mundial, contribuindo para a diversidade e identidade do setor da UE27, destacando-se Portugal, que representa cerca de 11% da UE27 e aumentou em cerca de 243% a sua produção (mais 176 mil toneladas), como resultado da modernização do setor e adoção de sistemas intensivos. Em sentido oposto, destaca- -se a Grécia, com um decréscimo na produção de -13% face a 1986 (menos 34 mil toneladas). O Mapa 12 evidencia a concentração da produção de azeite na região mediterrânea da Europa, sugerindo um reforço da importância da Península Ibérica, quando comparado 1986 com 2024, como consequência do dinamismo do setor nos últimos anos impulsionado pelos investimos feitos.
RkJQdWJsaXNoZXIy MTgxOTE4Nw==