Panorama dos números do olival e azeite 11 reduzido de países. A Espanha, com 8,3 milhões de toneladas, destaca-se claramente como o maior produtor mundial, sendo responsável por uma parcela muito significativa da produção global (33% da produção mundial e 57% da europeia). Este posicionamento resulta da conjugação de diversos fatores estruturais, como a vasta extensão de olival, elevados níveis de mecanização agrícola, forte capacidade de transformação industrial e uma elevada integração nos mercados internacionais. Destaque ainda para a Turquia (15%), Grécia (10%), Itália (9%), Portugal e Egito (5%), com posições relevantes na produção mundial, embora com volumes inferiores. De referir ainda que o conjunto de países que representam o top 10 mundial, somam um total de 23,3 milhões de toneladas, a que corresponde 91,2% da produção global. C. Produtividade global do olival A evolução da produtividade do olival à escala mundial evidencia uma tendência de crescimento gradual ao longo das últimas décadas, refletindo o aumento da superfície e da produção como consequência da modernização tecnológica da olivicultura e a crescente intensificação dos sistemas produtivos. A leitura do Gráfico 9 permite observar que a produtividade média mundial do olival apresenta um aumento significativo entre 1986 e 2024 (cerca de 80% → passou de 1281 kg/ha em 1986 para 2309 kg/ha em 2024), embora com alguma variabilidade interanual associada à alternância produtiva da oliveira e às condições climáticas que influenciam o rendimento das culturas. Este aumento resulta essencialmente dos fatores estruturais já mencionados. A evolução da produtividade por continente, apresentada no Gráfico 10, revela diferenças relevantes entre regiões do mundo, refletindo níveis distintos de modernização agrícola, condições agroclimáticas e estruturas produtivas. A produtividade do olival na Europa aumentou cerca de 108%, passando de 1400 kg/ha em 1986 para 2908 kg/ha em 2024 (+1509 kg/ha). O continente europeu apresenta níveis de produtividade relativamente elevados e tem um papel central na evolução tecnológica da olivicultura. A presença de países com forte tradição nesta cultura e elevado investimento em inovação agrícola tem contribuído para a melhoria gradual da produtividade média. Contudo, a existência de áreas extensas de olival tradicional, especialmente em zonas montanhosas ou de pequena dimensão fundiária, como se verifica em Portugal, Itália, Grécia e Espanha, limita o aumento da produtividade média em algumas regiões. Graças aos investimentos na modernização das explorações de olivicultura e nas respetivas infraestruturas registou-se igualmente uma evolução significativa da produtividade na Ásia (72%) e em África (62%). Embora as Américas e a Oceânia representem uma parcela relativamente reduzida da produção mundial, os níveis de produtividade alcançados em algumas explorações podem ser particularmente elevados, refletindo a adoção de modelos produtivos mais recentes, altamente eficientes e tecnologicamente Gráfico 8 – Top 10 da produção mundial do olival em 2024 (milhares t) GRAF 8 2646 785 913 1056 1080 1270 1341 2300 2507 3750 8310 Síria Argélia Tunísia Marrocos Egito PORTUGAL Itália Grécia Turquia Espanha 3467 14634 Fonte: GPP, a partir de COI/IOC e FAO
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