Cultivar_35_Olival_Azeite

96 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR N.º 35 Olival e azeite (imagens de satélite) na digitalização agroflorestal dos processos ao longo da cadeia de valor através da geração, validação e transferência de conhecimento em tecnologias avançadas, inovadoras e digitais para melhorar a competitividade e a sustentabilidade do setor agroalimentar da Eurorregião EUROACE1. No âmbito da oliveira, estão em curso avaliações em parcelas experimentais de olival intensivo das variedades ‘Galega Vulgar’ e ‘Picual’ conduzidas em sequeiro e em regadio e numa parcela de olival em sebe da variedade ‘Arbequina’. As unidades de acompanhamento foram selecionadas com base em imagens do satélite Sentinel-2, utilizando o Índice de Água por Diferença Normalizada (NDWI). No mapa (Figura 9), este índice é representado por cores que vão do azul ao verde. Para cada variedade e regime hídrico, foram definidos três pontos de amostragem, correspondentes a diferentes níveis de disponibilidade de água: baixo (azul), intermédio (amarelo) e elevado (verde). No âmbito da aplicação de tecnologias inovadoras para a digitalização agroflorestal, temos recorrido a ferramentas digitais para a monitorização e a gestão 1 A Eurorregião Alentejo-Centro-Extremadura (EUROACE) é uma parceria de cooperação transfronteiriça e inter-regional com origem na década de 1990, mas formalizada em 2009, constituída pelas regiões do Alentejo e Centro (Portugal) e da Extremadura (Espanha), cobrindo mais de 100 000 km2 e abrangendo cerca de 3,5 milhões de habitantes. Tem por objetivo promover o desenvolvimento conjunto, a competitividade e a inovação, melhorando a qualidade de vida nos territórios. [Nota da equipa editorial] do olival, permitindo a recolha de dados relevantes para a Análise do Ciclo de Vida e para a avaliação do potencial de sequestro de CO₂ (Tabela 1). Na informação recebida dos vários tipos de sensores com as medições diretas em campo, procura-se o estabelecimento de correlações. De forma geral, a integração de diferentes abordagens de monitorização irá permitir otimizar a recolha de dados no olival, conciliando precisão, custo e operacionalidade. Figura 9 – Parcelas experimentais na Herdade do Reguengo (INIAV, Elvas, Portugal) e localização das sondas de solo, dendrómetros e estação meteorológica Nota: os círculos brancos indicam a localização das três árvores monitorizadas; ordem crescente de NDWI: azul<amarelo<verde. Figura 10 – Medições não destrutivas com o porómetro/ fluorómetro LI-600 (em cima) e o Dualex (em baixo) em folhas de oliveira (Olea europaea L.)

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