Cultivar_35_Olival_Azeite

Olival do futuro: como selecionar os melhores materiais para a produtividade… 97 A sensorização portátil constitui uma alternativa eficiente às metodologias tradicionais, reduzindo a necessidade de colheita de órgãos vegetativos para análise ou a medição laboratorial, observando-se, consequentemente, uma redução dos custos associados. No entanto, implica a deslocação ao terreno e um maior esforço operacional (Figura 10). A sensorização remota (imagens de satélite) apresenta um potencial acrescido na otimização de recursos, permitindo a aquisição de dados de forma contínua e em larga escala, com menor necessidade de intervenção direta. Esta abordagem poderá contribuir para uma redução significativa de custos e uma monitorização mais eficiente e abrangente do sistema produtivo. Perspetivas e conclusões A adaptação da olivicultura nacional aos desafios futuros dependerá, em larga medida, da nossa capacidade de valorizarmos o material vegetal. As variedades nacionais representam uma fonte de diversidade genética natural e um recurso estratégico. No Programa de Melhoramento através de polinização livre ou controlada obtemos mais diversidade genética. A caracterização agronómica na CPRO, iniciada em 2012, tem sido essencial para a avaliação de variedades e o conhecimento dos materiais com as características adequadas aos diferentes sistemas de condução do olival. No futuro muito próximo, as diversas especialidades da biotecnologia poderão vir a dar um grande contributo. Tabela 1 – Sensores utilizados no olival e parâmetros monitorizados Sensores Fixos Sensores de solo – Monitorizar a humidade e a temperatura do solo; – Monitorizar a condutividade elétrica. Dendrómetros – Monitorizar o crescimento circunferencial do tronco; – Monitorizar o desenvolvimento dos frutos; – Detetar sinais de stresse, principalmente, hídrico. Estacão Meteorológica – Monitorizar as condições climáticas do local; – Apoiar a modelação do risco de pragas e doenças; – Contribuir para a gestão da rega, através da estimativa da evapotranspiração; – Integrar dados com sensores de solo para melhor compreensão da dinâmica hídrica. Sensores Portáteis Porómetro/Fluorómetro LI-600 (LI-COR®) – Medir a condutância estomática (fluxo de CO₂ e transpiração); – Medir a fluorescência da clorofila a, indicador de eficiência fotossintética. Dualex (Metos® – Pessl Instruments) – Medir o conteúdo de clorofila; – Determinar o índice de polifenóis e o balanço de azoto. Medição Manual e Recolha de material vegetal Vigor vegetativo – Altura da árvore (copa e tronco) e diâmetro da copa; – Perímetro do tronco; – Metodologia RESGEN-COI Produção – Produção de frutos (kg/árvore); – Índice de maturação e Teor de gordura (% GMS). Densidade da madeira – Relação entre volume e biomassa do tronco; – Análise elementar C/N em troncos. Nutrição – Análise nutricional foliar; – Análise de solo.

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