A perspetiva do setor 81 Europeia, Portugal surge, para 2024/2025, com uma produção de 177 mil toneladas, atrás de Espanha, Grécia e Itália, e com uma previsão para 2025/2026 de 160 mil toneladas (Casa do Azeite, n.d.; GPP, 2025; GPP, 2026). Esta volatilidade produtiva tem consequências diretas sobre preços, stocks, fluxos comerciais e perceção do consumidor. A instabilidade geopolítica, os custos da energia, a pressão logística e a exposição a fenómenos climáticos extremos agravam a incerteza. Para Portugal, a resposta não pode assentar apenas no crescimento em volume; deve combinar eficiência produtiva, qualidade certificada, rastreabilidade e maior captura de valor em mercados diferenciados. 3. Alqueva, regadio e Água que Une: produtividade com responsabilidade O crescimento do olival português está fortemente ligado ao Alentejo e ao Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. O regadio permitiu estabilizar produções, reduzir o risco climático, atrair investimento, profissionalizar explorações e viabilizar sistemas de produção mais mecanizados e eficientes. O Relatório da Campanha de Rega 2025 da EDIA identifica, no subsistema de Alqueva, uma área total regada de cerca de 64 779 hectares, evidenciando a escala da infraestrutura para a agricultura regional (EDIA, 2026). A água é, simultaneamente, fator de competitividade e limite estratégico. A estratégia Água que Une identifica a necessidade de uma gestão integrada, multissetorial, robusta e inteligente, assente na eficiência, resiliência e sustentabilidade. O Governo de Portugal (2025) estima que o nosso país dispõe de cerca de 51 000 milhões de m3 de água por ano, capta anualmente 4 324 milhões de m3 e poderá enfrentar, até 2040, uma redução de 6% nas disponibilidades hídricas e um aumento de 26% nos consumos. Para o olival, isto implica mais monitorização, precisão na rega, reutilização de água, redução de perdas, digitalização e avaliação rigorosa do valor acrescentado da água. 4. Valorização do azeite: origem, certificação, DOP e variedades O principal desafio económico é transformar qualidade em valor. Portugal já demonstrou capacidade produtiva e consistência qualitativa, mas precisa de aumentar a proporção de azeite comercializado com marca, origem, certificação, rastreabilidade e narrativa própria. A valorização deve apoiar-se nas variedades nacionais, nas Denominações de Origem Protegida (DOP), nos azeites monovarietais, nos blends regionais, nos diferentes sistemas de produção, nas 10 : Casa do Azeite/COI e GPP/SIMA; * previsão a 3 − Produção de azeite na União Europeia em 2024/2025, em mil toneladas; Portugal: 177 mil toneladas : Casa do Azeite/COI e GPP Figura 1 − Produção mundial de azeite por campanha, em mil toneladas Nota: Casa do Azeite/COI; * dados provisórios; ** previsão ceção do consumidor. A instabilidade geopolítica, os custos da energia, a pressão logística e a osição a fenómenos climáticos extremos agravam a incerteza. Para Portugal, a resposta não pode ntar apenas no crescimento em volume; deve combinar eficiência produtiva, qualidade ificada, rastreabilidade e maior captura de valor em mercados diferenciados. ra 1 − Produção mundial de azeite por campanha, em mil toneladas e: Casa do Azeite/COI e GPP Figura 2 − Produção de azeite em Portugal por campanha, em mil toneladas Nota: Casa do Azeite/COI e GPP/SIMA; * previsão ceção do consumidor. A instabilidade geopolítica, os custos da energia, a pressão logística e a osição a fenómenos climáticos extremos agravam a incerteza. Para Portugal, a resposta não pode entar apenas no crescimento em volume; deve combinar eficiência produtiva, qualidade ificada, rastreabilidade e maior captura de valor em mercados diferenciados. ra 1 − Produção mundial de azeite por campanha, em mil toneladas Figura 3 − Produção de azeite na União Europeia em 2024/2025, em mil toneladas; Portugal: 177 mil toneladas Nota: Casa do Azeite/COI e GPP
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