Cultivar_35_Olival_Azeite

Situação atual e futuro do olival em Espanha 45 humidade ou temperatura do ar, tendo-se desenvolvido sensores de baixo custo capazes de determinar a temperatura da copa vegetal para identificar precocemente o stress hídrico das plantas, ou de utilizar técnicas de visão artificial para identificar pragas ou doenças com processamento realizado pelo próprio sensor. No que diz respeito aos avanços em conectividade, esta deixou de ser uma limitação característica das zonas rurais com a implementação de redes LoRaWAN4, que estão a permitir a intercomunicação entre as redes de sensores e servidores localizados na nuvem, conseguindo um acesso rápido e económico a qualquer utilizador e em qualquer lugar. Todos estes avanços estão a permitir caminhar para uma progressiva universalização dos sensores na agricultura. A disponibilidade de uma grande quantidade de dados gerados por estes sistemas facilitará, por sua vez, o desenvolvimento de soluções de aconselhamento personalizado baseadas em inteligência artificial, capazes de se adaptar com precisão às necessidades específicas de cada utilizador ou contexto. Além disso, a integração de sensores fixos e móveis in situ com técnicas de teledeteção promoverá o desenvolvimento de gémeos digitais e plataformas de visualização e análise, segundo modelos de dados abertos, levando a avanços significativos nos sistemas de alerta precoce face à ocorrência de stress abiótico (stress hídrico, golpes de calor) e biótico (pragas e doenças), e permitindo assim obter olivais mais rentáveis e sustentáveis. Fatores socioeconómicos no setor olivícola: desafios para a competitividade e a sustentabilidade O setor olivícola espanhol caracteriza-se por uma elevada fragmentação estrutural, com mais de 2 750 000 hectares e cerca de 350 000 explorações, das quais mais de 60-65% têm menos de 5 ha, o que 4 LoRaWAN (Long Range Wide Area Network – Rede de Longo Alcance e Área Alargada) é um protocolo de rede LPWAN (Low Power Wide Area Network – Rede de Baixa Potência de Área Alargada) de longa distância e baixo consumo de energia, concebido para a Internet das Coisas (IoT). [Nota da equipa editorial] limita a capacidade de investimento e modernização (Carmona-Torres et al., 2023). Neste contexto, o cooperativismo, que canaliza cerca de 60% do azeite produzido no nosso país, atua como um mecanismo fundamental de agregação da oferta e de acesso aos mercados, embora persista o desafio de aumentar o valor acrescentado na origem face à comercialização a granel (Vilar et al., 2018). A isto acresce o aumento dos custos de produção (20-40% na última década), sendo que a colheita representa entre 30% e 50% do total. Este contexto está a gerar uma crescente dualidade entre modelos tradicionais e sistemas de alta densidade, mais mecanizados, mas também mais intensivos em capital. No plano social, o setor gera entre 40 e 50 milhões de dias de trabalho por ano, especialmente na Andaluzia (mais de 70% do emprego associado), mas enfrenta um grave problema de envelhecimento: mais de 55% dos produtores têm mais de 55 anos, enquanto menos de 10-12% têm menos de 40 anos. Este desequilíbrio compromete a renovação geracional e é condicionado por fatores como a baixa rentabilidade, a volatilidade dos preços e os obstáculos no acesso à terra. No âmbito do mercado, Espanha é o principal produtor mundial de azeite, com uma produção média de cerca de 1,2 milhões de toneladas nos últimos anos (≈45% do total mundial), destinando mais de 60% à exportação. No entanto, o setor apresenta uma elevada volatilidade de preços, com flutuações que, em determinadas campanhas, ultrapassaram os 100%, gerando uma enorme incerteza na produção, apesar do crescente dinamismo dos segmentos premium, biológicos e diferenciados pela origem. Neste contexto, os produtos de qualidade (mais de 30 DOP – Denominações de Origem Protegida) permitem aumentos de preço de 10 a 30%, embora a Todos estes avanços estão a permitir caminhar para uma progressiva universalização dos sensores na agricultura.

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