Cultivar_35_Olival_Azeite

Situação atual da olivicultura marroquina e perspetivas para o seu desenvolvimento 31 face às alterações climáticas, bem como às suas notáveis qualidades químicas e organoléticas. É de salientar que o Reino de Marrocos tem o privilégio de acolher em Tassaout (Marraquexe) a segunda maior coleção mundial de germoplasma de oliveira. Desde a sua criação, em 2002, esta coleção tem desempenhado plenamente o seu papel na conservação de recursos genéticos e em matéria de investigação, seleção e formação. Atualmente, conta com 580 variedades de todo o mundo, tendo por objetivo atingir as 1 200 variedades. Produção e produtividade A produção de azeitona a nível nacional caracteriza- -se por importantes flutuações interanuais, que se explicam pelo efeito conjugado de três fatores essenciais: ― Técnicas de manutenção nem sempre adequadas; ― Condições climáticas, em particular a pluviosidade; ― Alternância, fenómeno fisiológico característico da oliveira. Esta produção passou de 549 000 t/ano no período 2003-2007 para 1,7 milhões de toneladas em 20182022 (+200 %), antes de recuar para cerca de 1,03 milhões de toneladas em 2022-2024 devido à seca. O objetivo fixado para 2030 é de 3,5 milhões de toneladas. Esta evolução traduziu-se numa produção de azeite que oscilou entre 9 000 e 200 000 t/ano durante o período de 2014/15 a 2025/26, revelando uma variabilidade que se ficou a dever às condições climáticas. Quanto à produção de azeitona de mesa proveniente do setor industrial, passou de 88 000 toneladas no período de 2003-2007 para 128 000 toneladas no período de 2021-2025, o que representa um aumento de 46%. No que diz respeito à produtividade, é preciso distinguir dois sistemas: ― O sistema de sequeiro, caracterizado por produtividades que se mantêm baixas e oscilam entre 1,2 e 2,0 t/ha (nas últimas dez campanhas); ― O sistema de regadio, em que as árvores recebem irrigação permanente ou em complemento. As produtividades obtidas oscilam, em média, entre 1,4 e 2,7 t/ha (nas últimas dez campanhas). No sistema intensivo, estas produtividades podem atingir até 10 a 15 t/ha. Destino da produção De um modo geral, 65 a 70% da produção nacional de azeitona é direcionada para a transformação e 20 a 25% para a indústria conserveira. Os restantes 10% correspondem a perdas e autoconsumo. 6 explicam pelo efeito conjugado de três fatores essenciais: - Técnicas de manutenção nem sempre adequadas; - Condições climáticas, em particular a pluviosidade; - Alternância, fenómeno fisiológico característico da oliveira. Esta produção passou de 549 000 t/ano no período 2003-2007 para 1,7 milhões de toneladas em 20182022 (+200 %), antes de recuar para cerca de 1,03 milhões de toneladas em 2022-2024 devido à seca. O objetivo fixado para 2030 é de 3,5 milhões de toneladas. Esta evolução traduziu-se numa produção de azeite que oscilou entre 9 000 e 200 000 t/ano durante o período de 2014/15 a 2025/26, revelando uma variabilidade que se ficou a dever às condições climáticas. Quanto à produção de azeitona de mesa proveniente do setor industrial, passou de 88 000 toneladas no período de 2003-2007 para 128 000 toneladas no período de 2021-2025, o que representa um aumento de 46%. Figura 5 – Evolução da produção total de azeitonas frescas (2002-2025) No que diz respeito à produtividade, é preciso distinguir dois sistemas: - O sistema de sequeiro, caracterizado por produtividades que se mantêm baixas e oscilam entre 1,2 e 2,0 t/ha (nas últimas dez campanhas); Figura 5 – Evolução da produção total de azeitonas frescas (2002-2025) Marrocos tem o privilégio de acolher em Tassaout (Marraquexe) a segunda maior coleção mundial de germoplasma de oliveira. … 65 a 70% da produção nacional de azeitona é direcionada para a transformação e 20 a 25% para a indústria conserveira.

RkJQdWJsaXNoZXIy MTgxOTE4Nw==