Cultivar_35_Olival_Azeite

Sustentabilidade dos olivais em Portugal 129 extra”; Portugal é o quarto país no mundo com maiores consumos per capita de azeite (7,1 kg/hab.). O capítulo três aprofunda os principais sistemas de produção olivícola (tradicional, em vaso e em sebe), destacando as principais características e recorrendo a um quadro comparativo (Figura 33 do documento, p.104, aqui reproduzida). O olival tradicional, mais antigo (prevalente a nível mundial), menos rentável/produtivo, com produção determinada pelo regime de “safra e contrassafra”, explorado em regime de sequeiro e em conjunto com outras culturas para complemento do rendimento, foi sendo abandonado ou substituído pelo olival em vaso e em sebe ou mantido por conta dos apoios da PAC. O olival em vaso que surgiu nos anos 90 do século passado, mais produtivo que o olival tradicional, predominante em termos de área e explorado sobretudo em regime de regadio. Por fim, o olival em sebe, mais recente, mais produtivo, fácil de mecanizar, explorado em regime de regadio, entrando mais rapidamente em plena produção. O capítulo quatro aborda os grandes desafios da sustentabilidade dos olivais de um ponto de vista económico, ambiental e social, por tipo de sistema de produção. Para a análise económica são utilizadas variáveis de rendimento, produtividade, custos de produção (e.g. consumos intermédios, trabalho, capital fixo), investimento, preço da azeitona e do azeite, necessidades de rega para culturas alternativas. Para a análise ambiental, o estudo aborda o uso 5 “os olivais em sebe e em vaso conseguem garantir bons níveis de proteção do solo contra a erosão hídrica, uma melhoria dos níveis de matéria orgânica do solo e um menor potencial de salinização dos solos” (p.120) 6 “o olival surge como uma das culturas de regadio com menores necessidades de água para rega” (p.123) 7 “a fertilização do olival, efetuada da forma moderna e racional acima descrita, não terá impactos negativos tanto na contaminação das águas superficiais e subterrâneas como na salinidade/ acidez dos solos” (p.130) 8 “o olival apresenta um nível de aplicação média de apenas 2,3 kg de substância ativa por hectare, valor que é bastante inferior às aplicações médias efetuadas nas restantes culturas permanentes apresentadas” (p.134) 9 “o sequestro de carbono de um olival em sebe é cerca de nove vezes superior ao sequestro de carbono atingido por um olival tradicional” (p.142) do solo, dos recursos hídricos, dos fertilizantes e dos fitofármacos, a fixação de carbono, o impacto na biodiversidade e na paisagem, os modos de produção sustentável. Quanto à análise social, recorre às variáveis de emprego e demografia. Algumas constatações retiradas deste capítulo permitem concluir que a utilização de técnicas modernas e suportadas por estudos podem proporcionar: ― sustentabilidade económica (maior rentabilidade e resiliência do olival em sebe; olival em vaso e em sebe apresentam menores necessidades de rega face a culturas alternativas; ganho de importância da olivicultura na produção agrícola nacional); ― sustentabilidade ambiental (proteção do solo5; menos exigências hídricas face a outras culturas de regadio6; boas práticas agrícolas previnem a contaminação das águas e dos solos7; menores necessidades de aplicação de fitofármacos face a outras culturas permanentes8; melhor capacidade de sequestro de carbono em relação ao olival tradicional9; boas práticas agrícolas previnem a redução da biodiversidade por parte dos Figura 33 – Sistemas de produção de olival Fonte: Elaboração própria

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