128 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR N.º 35 Olival e azeite dade: económica, ambiental e social tal como definidas pela ONU – Organização das Nações Unidas2. No primeiro capítulo, é possível conhecer a evolução da área de olival no mundo; a distribuição mundial da área de olival, por país, por destino da produção (azeite ou azeitona de mesa) e por sistema de produção (tradicional, em vaso e em sebe); a evolução da produção de azeite no mundo, por qualidade de azeite produzido (lampante, virgem e virgem extra); a evolução da produção de azeitona de mesa no mundo; a evolução do consumo de azeite (e de outros óleos vegetais) no mundo, por país e per capita; o comércio internacional de azeite e azeitona; a evolução do preço do azeite pela qualidade respetiva. Algumas constatações retiradas deste capítulo: metade da superfície mundial de olival localiza-se no sul da Europa (Espanha, Itália, Grécia e Portugal); 2 “O desenvolvimento sustentável é a forma como devemos viver hoje se quisermos um amanhã melhor, satisfazendo as necessidades presentes sem comprometer as oportunidades das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. A sobrevivência das nossas sociedades e do nosso planeta depende de um mundo mais sustentável. É como fazer malabarismos. É preciso manter três bolas diferentes no ar simultaneamente: crescimento económico, inclusão social e proteção ambiental. Se uma ou duas delas caírem, tudo acaba. Uma economia pode crescer rapidamente, por exemplo, mas apenas por um certo tempo, se a maioria das pessoas continuar pobre e todos os recursos naturais se esgotarem. Onde o desenvolvimento é sustentável, todos têm acesso a trabalho decente, saúde de qualidade e educação. O uso de recursos naturais evita a poluição e danos permanentes ao meio ambiente. As políticas públicas garantem que ninguém seja deixado para trás devido a desvantagens ou discriminação.” Fonte: https://www.un.org/sustainabledevelopment/blog/2023/08/what-is-sustainable-development/ 3 UN Comtrade Database: https://comtradeplus.un.org/TradeFlow 4 FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAOStat: https://www.fao.org/faostat/en/#data/QCL predomínio da produção em regime de sequeiro; predomínio do olival tradicional nos principais países produtores com exceção de Portugal (47% em vaso, ver Figura 3 do documento, p.25, aqui reproduzida); maiores crescimentos da produção de azeite em Espanha e Portugal em contraste com a Itália e a Grécia; principais países produtores também são os que consomem mais azeite per capita. O segundo capítulo aborda a evolução do setor olivícola em Portugal nos últimos 20 anos, recorrendo às variáveis de área, produção, consumo, preço e comércio internacional tal como no capítulo anterior, mas apresentando também informação sobre rega, certificação (PRODI e AB – Agricultura Biológica) e caracterização dos lagares. Neste capítulo, são destacados alguns pontos: Portugal é o sétimo maior produtor mundial e quarto maior exportador mundial de azeite (segundo a Base de dados de Comércio Internacional da ONU3, em 2024, Portugal já era o 3º maior exportador mundial de azeite e, de acordo com a estatísticas da FAO4, o 6º maior produtor mundial de azeite); o olival ocupa 9,5% da SAU – Superfície Agrícola Utilizada (e 43,8% da área de culturas permanentes); 52,4% da área de olival localiza-se no Alentejo; 42% da área de olival do Alentejo concentra-se em explorações com mais de 100 ha; 41,1% da área de olival do Alentejo é “olival em vaso”, 30,6% é “olival tradicional” e 28,3% é “olival em sebe”; 95% do azeite produzido é “virgem Figura 3 – Peso dos diferentes sistemas de produção na área – principais países Fonte: A Olivicultura Internacional, 2018, Juan Vilar Consultores Estratégicos, S.L.; Recenseamento Agrícola 2019, INE
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