Panorama dos números do olival e azeite 51 e na zona do regadio de Alqueva; em Avis (45 mil toneladas) e Elvas (47 mil), no Alto Alentejo e área de influência do regadio da albufeira do Maranhão e do Caia; em Mirandela (28 mil toneladas), na região de Trás-os-Montes; e em Santarém (25 mil toneladas), na Lezíria do Tejo. Os gráficos seguintes e o Quadro 8 evidenciam uma forte diferenciação regional, sendo o Alentejo um caso à parte bastante mais expressivo que as restantes regiões. Em 1986, esta região tinha 32% da produção nacional de olival (113 mil toneladas) e era a menos produtiva do país com apenas 779 kg/ha, abaixo da média nacional. Os indicadores do INE para o ano de 2024 mostram que a sua produção cresceu 877%, para um volume de 1,1 milhões de toneladas, que representa 82% da produção nacional, e a produtividade aumentou 584%, passando para 5327 kg/ ha, bastante acima da média nacional para este ano. Este desempenho explica a centralidade do Alentejo no setor olivícola português, refletindo os efeitos da modernização produtiva e da expansão do regadio já mencionados. Em sentido contrário, as regiões de Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior e Algarve registaram decréscimos relevantes na produção e na produtividade, muitas vezes associado a olivais envelhecidos e ao abandono pela fraca produção (tradicional). Mapa 25 – Produção de azeitona em 2021 (toneladas), por local de proveniência e COS2023 Fonte: GPP, a partir de INE, Estatísticas da produção vegetal; DGT, COS2023 Gráfico 90 – Produção do olival, por região agrária em 1986 (%) Gráfico 91 – Produção do olival, por região agrária em 2024 (%) GRAF 90 GRAF 91 EDM 2% TM 24% BL 12% BI 15% RO 11% ALT 32% ALG 4% 355 878 1986 EDM 0% TM 10% BL 2% BI 3% RO 3% ALT 82% ALG 0% 1 340 824 2024 BL BI ALT ALG 1986 BL 2% BI ALT ALG 2024
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