Cultivar_35_Separata

42 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR Separata da Edição N.º 35 MAIO 2026 de olival nas classes de SAU até 5 ha e 27% na classe superior a 50 ha. No Gráfico 77, relativo à dimensão económica, verifica-se que na classe de grande (G) dimensão (≥ 100 mil euros) se encontra cerca de 40% da superfície do olival (150,3 mil ha → +112% face a 2009) e na classe de muito pequena dimensão (MP) cerca de 28% da superfície (104 mil ha → -28,5% face a 2009). Estes números demonstram uma evolução significativa relativamente aos apresentados no RA2009, que apresentava um total de 335,8 mil hectares, dos quais cerca de 43% eram muito pequena dimensão económica (146 mil ha) e 21% de grande dimensão (71 mil ha), fruto da modernização tecnológica do setor e do sistema de cultivo, que alteraram o paradigma da cultura do olival e da produção de azeite. A utilização e gestão eficiente da água tem sido um fator determinante no crescimento do setor da olivicultura, nomeadamente em termos de produtividade, sendo fundamental para o aumento da área de olival, sobretudo em sebe, e para a competitividade do setor. Nos dez anos que separam os dois últimos recenseamentos agrícolas em Portugal, verificou-se um aumento de 86% no total de superfície regada de culturas permanentes, que passou de 138 mil hectares em 2009 para 256 mil em 2019 (Gráfico 78). A área de olival regado registou um aumento de 81% e diminuiu ligeiramente o seu peso no total destas culturas, passando de uma quota de 48% em 2009, para 47% em 2019. A região agrária do Algarve foi a que teve maior variação relativa na superfície regada (224%), seguida pela região de Entre Douro e Minho (129%), mas ambas com áreas de dimensão residual. O Alentejo, que aumentou 85% face a 2009, representa 88% (era 86% em 2009) da superfície de cultura permanente de olival regada (105 mil hectares), o que é bastante significativo uma vez que este valor equivale ainda a 41% (o mesmo valor em 2009) do total nacional de superfície regada de culturas permanentes e a 71% do total da região (76% em 2009). Cerca de 97% da superfície do olival utiliza o método de rega sob pressão, num total de 115 mil hectares, dos quais 104 mil no Alentejo (90%). O método de rega por gravidade, com a reduzida representatividade de apenas 4 mil hectares, tem na região agrária do Ribatejo e Oeste o principal representante, com pouco mais de mil hectares (25%). O Recenseamento de 2019 mostra ainda que 40% da superfície de cultura permanente de olival regada tem uma tipologia de densidade superior a 1 500 árvores/ha (olival em sebe), o que demonstra a importância da água neste tipo de sistema com elevada produtividade, a que se soma 22% da superfície regada do sistema em vaso, com 301 a 1 500 árvoGráfico 76 – Superfície das explorações com olival, por classe de área em 2023 Gráfico 77 – Superfície das explorações com olival, por classe de dimensão económica GRAF 76 0,5 - <1 ha 1 - <2 ha 2 - <5 ha 5 - <20 ha ha ha ha ha ha 19119 36291 58522 72246 19119 36291 58522 72246 198 177 92 84 5393 11579 21944 23982 Para azeite < 1 ha 7% 1 ha a < 5 ha 25% 5 ha a 20 ha 19% 20 ha a 50 ha 12% ≥ 50 ha 37% 376 428 GRAF 77 MP (Muito pequenas) < 8 000 euros P (Pequenas) 8 000 - < 25 000 euros M (Médias) 25 000 - < 100 000 euros ha ha ha 103 711 58 470 62 606 103 711 58 470 62 606 495 190 86 36 820 22 608 15 106 Para azeite MP < 8 000 € 28% P 8 000 - < 25 000 € 15% M 25 000 - < 100 000 € 17% G ≥ 100 000 € 40% 376 428 Fonte: GPP, a partir de INE, IEEA 2023

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