Panorama dos números do olival e azeite 27 E. Consumo de azeite A linha de evolução do consumo de azeite na UE27 apresenta uma subida significativa ao longo dos primeiros 15 anos, entre 1990 e 2004, ano em que ultrapassou os 2 milhões de toneladas (+ 67%), entrando depois numa trajetória descendente até 2024 (Gráfico 46), com ligeiras oscilações, para um consumo ligeiramente acima do registado no início do período. A reduzida variação e as oscilações registadas refletem flutuações na produção e disponibilidade de azeite, mudanças nos hábitos alimentares e alterações nos preços, que podem ter também significado nos hábitos de consumo alimentar com a escolha de outro tipo de óleos e gorduras. Esta evolução, de estabilidade, reflete-se na tendência de redução do peso relativo da UE no consumo mundial, que em 1990 era superior a 72% e, a partir de 2009, começa a entrar numa fase descendente com consumos em contraciclo comparativamente com o resto do mundo, apresentando um peso relativo de cerca de 34% em 2023 e 43% em 2024 (Gráfico 47), o que demonstra o carácter cada vez mais global que o mercado do azeite vem assumindo e que resulta do crescimento acelerado do consumo em mercados não tradicionais, da difusão da dieta mediterrânica e ainda do aumento da procura em países com maior poder de compra. Verifica-se uma forte concentração do consumo de azeite nos países do sul da Europa, nomeadamente em Espanha e Itália, que somam quase dois terços do total. Com níveis mais baixos, seguem-se a França (8%), Grécia (8%) e Portugal (6%). Os países do centro e norte da Europa comunitária apresentam níveis de consumo mais reduzidos, embora em crescimento progressivo conforme podemos observar pela leitura do Mapa 13. No consumo per capita, o Mapa 14 evidencia que o consumo de azeite tem vindo a ganhar relevância no norte e centro da Europa, embora com valores significativamente mais baixos que os registados nos quatro países mediterrâneos com forte tradição no setor, onde o azeite constitui um elemento central na alimentação diária. Por outro lado, verificamos que nos países desta região da UE27 se verificou uma diminuição significativa nos valores de consumo per capita, sobretudo na Grécia (de 19,9 kg/hab para 10,6 kg/hab) e na Itália (de 9,5 kg/hab para 6,7 kg/ hab) e um aumento significativo em Portugal (de 2,7 kg/hab para 6,7 kg/hab). A diminuição de consumo que se aponta no parágrafo anterior está relacionada com a crise de produção e o aumento de preços, para o dobro, devido a secas severas e ondas de calor no Mediterrâneo (2022-2024), particularmente em Espanha, e com a mudança de hábitos alimentares e uma diversificação da dieta, que implicou a redução do uso de gorduras e a substituição por óleos vegetais mais baratos e consequente quebra de consumo. Por sua vez, o aumento de consumo verificado em Portugal está relacionado com a modernização e o aumento de produção do setor, com a forte valorização da qualidade do azeite português, que passou a ser visto como um produto natural e saudável, e com uma melhoria relativa do seu preço a longo prazo, apesar de se ter sentido o impacto do aumento registado em 2022. Gráfico 46 – Evolução do consumo de azeite na UE27, no período 1990 a 2024 (milhares toneladas) Gráfico 47 – Peso do consumo de azeite da UE27 no mundo, no período 1986 a 2024 (%) GRAF 46 1144 1632 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000 1 986 1 991 1 996 2 001 2 006 2 011 2 016 2 021 Thousands 0,01 1 4 4,5 6 176 229 360 854 Malta Eslovénia França Croácia Chipre PORTUGAL Grécia Itália Espanha 1208 1327 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 1990 1995 2000 2005 2010 2015 2020 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1990 395 460 400 500 GRAF 47 1632 01 2 006 2 011 2 016 2 021 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 986 1 991 1 996 2 001 2 006 2 011 2 016 2 UE27 Resto do Mundo 1327 0 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1990 1995 2000 2005 2010 2015 2020 UE27 Resto do Mundo
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