Cultivar_35_Olival_Azeite

27 Situação atual da olivicultura marroquina e perspetivas para o seu desenvolvimento TAWFIK EL ACHCHABI, EL MOSTAFA EL KABOUS E ASMAA BEN MAÏMOUN Ministério da Agricultura, da Pesca Marítima, do Desenvolvimento Rural e das Águas e Florestas, Reino de Marrocos Introdução O setor olivícola é estratégico para a agricultura marroquina, combinando bom desempenho económico, resiliência climática e valorização das terras agrícolas. Por isso, o olival tem merecido uma atenção especial no âmbito das estratégias agrícolas do país, nomeadamente o Plano Marrocos Verde (2008-2020)1 e a Geração Verde (2020-2030)2. Este setor está profundamente enraizado nas tradições das nossas zonas rurais, constituindo uma fonte essencial de rendimento, e faz parte integrante do património mediterrânico comum. História e implantação no território Marrocos é uma terra de oliveiras, onde esta árvore milenar está profundamente arreigada na cultura, na gastronomia e nas tradições. Símbolo de conviviali1 https://www.ada.gov.ma/fr/la-strategie-plan-maroc-vert 2 https://www.ada.gov.ma/fr/nouvelle-strategie-du-secteur-agricole dade e da arte de viver mediterrânica, o azeite encarna um legado transmitido de geração em geração. Os dados arqueológicos atestam uma presença muito antiga da oliveira no Norte de África, nomeadamente na região de Rabat-Temara, muito antes de influências externas frequentemente atribuídas aos fenícios. Esta antiguidade é igualmente sugerida por elementos linguísticos e culturais próprios da região. Na época romana, a olivicultura conheceu um desenvolvimento notável e tornou-se um pilar económico importante, confirmado pelos numerosos lagares de azeite descobertos em sítios arqueológicos como Volubilis, bem como nas regiões de Lixus, Tânger e Salé. Estas zonas históricas correspondem em grande parte às principais bacias olivícolas atuais, ilustrando a continuidade de um saber- -fazer e de um património com raízes profundas. O setor olivícola no Norte de África, nomeadamente em Marrocos, na Tunísia, na Argélia e no Egito, tem registado um crescimento sustentado nas últimas duas décadas, impulsionado pelas políticas públicas, pelo investimento e pela procura internacional.

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