Evolução do consumo mundial de azeite: tendências e desafios 19 A abertura e consolidação de novos destinos na Ásia, América Latina e Médio Oriente tornou-se, assim, uma estratégia fundamental para mitigar riscos, equilibrar a exposição comercial e sustentar o crescimento num contexto internacional caracterizado pela incerteza geopolítica, pela volatilidade dos preços e pelas transformações nos padrões de consumo. O setor oleícola perante um cenário de maior complexidade e regulamentação No futuro, o setor do azeite vai ter de enfrentar desafios importantes a nível mundial para manter o seu crescimento e o seu posicionamento no comércio agroalimentar internacional. O primeiro desafio é produzir mais de forma sustentada e sustentável. O azeite faz parte do desafio global de alimentar uma população em crescimento de forma saudável e sustentável e, para isso, é necessário enfrentar as consequências das alterações climáticas. Temos de compreender melhor a relação do olival com um ambiente em mudança e promover a sua adaptação. A mobilização dos recursos genéticos, a cooperação científica internacional, a colaboração público-privada, a diversificação das regiões de produção e a modernização das técnicas de cultivo constituem a base da nossa força para consolidar a tendência crescente da produção, procurando conter as oscilações entre campanhas. A elevada concorrência global continuará a ser um dos principais desafios, num mercado em que coexistem grandes países produtores tradicionais com novos atores emergentes de outros continentes. Neste contexto, a diferenciação baseada na qualidade, na reputação da marca e no valor acrescentado será cada vez mais determinante para competir nos principais mercados importadores. Além disso, as barreiras comerciais e regulamentares continuarão a representar um obstáculo significativo à expansão do comércio internacional. Os direitos aduaneiros, as normas sanitárias e fitossanitárias, bem como os requisitos de rotulagem e certificação de qualidade, podem limitar o acesso a determinados mercados. Neste sentido, a harmonização internacional de normas de qualidade e a cooperação entre organismos reguladores serão fundamentais para facilitar os fluxos comerciais e garantir a transparência do mercado global. Outro desafio fundamental está ligado à eficiência logística e à resiliência das cadeias de abastecimento internacionais. A redução dos custos de transporte, a melhoria das infraestruturas comerciais e a otimização dos tempos de distribuição serão fatores essenciais para manter a competitividade do produto num mercado cada vez mais globalizado e exigente. Da mesma forma, a promoção internacional e a educação do consumidor assumirão uma importância crescente. A capacidade do setor para comunicar os atributos saudáveis, sustentáveis e culturais do azeite será determinante para reforçar o seu posicionamento face a outros óleos vegetais. Aproveitar o mundo digital para divulgar os benefícios do consumo de azeite contribuirá para expandir o seu reconhecimento global. Finalmente, devemos ter em conta a cadeia de valor: a evolução das tendências de consumo continuará a marcar o desenvolvimento do setor. O aumento da procura de produtos saudáveis, sustentáveis e com rastreabilidade certificada obrigará a indústria a adaptar-se continuamente às novas preferências do consumidor mundial. A inovação produtiva, a sustentabilidade ambiental e a transparência na cadeia de valor consolidar-se-ão como pilares fundamentais para garantir a competitividade futura do azeite no cenário internacional. O primeiro desafio é produzir mais de forma sustentada e sustentável. Outro desafio fundamental está ligado à eficiência logística e à resiliência das cadeias de abastecimento internacionais … a evolução das tendências de consumo continuará a marcar o desenvolvimento do setor.
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