A evolução do Complexo Agroflorestal na economia portuguesa 15 euros, enquanto a Economia registou um superavit de 5,3 mil milhões de euros. Para o período disponível nas Estatísticas do Comércio Internacional, entre 2000 e 2024, as exportações agroflorestais cresceram 5,4%, com o contributo positivo das exportações de papel e cartão (+0,88p.p.), gorduras (+0,72p.p), com destaque para o azeite, de tabaco (+0,45p.p.), bebidas (+0,43p.p.) e de frutas (+0,42p.p.), nomeadamente framboesas e amoras (sobretudo, no período mais recente). Já o crescimento das importações em 4,2% resultou do contributo positivo das importações de pescado (+0,54p.p.), carnes (+0,42p.p.) e de gorduras (+0,38p.p.). Sobre os últimos três anos de défice agroflorestal, destaque-se o ano 2022 com o maior crescimento das importações (29,28%), com o contributo positivo dos cereais (+3,39p.p.), do pescado (+3,07p.p.), da carne (+2,69p.p.), do papel (+2,60p.p.) e da madeira (+2,38p.p.), e o ano 2023 com uma quebra nas exportações florestais (-1,1%), em particular o papel e cartão (‑4,03p.p.). Este maior défice agroflorestal poderá em parte ser explicado pelo efeito dos preços (crise inflacionista). Relativamente à taxa de cobertura das importações pelas exportações, a percentagem das compras ao estrangeiro que é compensada pelas vendas do país ao estrangeiro, a evolução no Complexo Agroflorestal tem sido positiva, passando de 65,5% em 2000 para 85,4% em 2024. De facto, tem-se verificado uma aproximação constante do valor das exportações às importações. O grau de abertura do Complexo Agroflorestal, que dá uma indicação da exposição do setor ao exterior, é muito elevado e crescente (efeito da globalização), evidenciando o carácter transacionável da produção. A orientação para o mercado externo do Complexo tem aumentado de modo significativo em todos os segmentos. Em 2024, a estrutura das exportações de bens agroalimentares era caracterizada por apresentar uma preponderância das gorduras (17,4%), com destaque para o azeite (13,5%), das bebidas (12%), sobretudo o vinho (8,2%), dos frutos (9,1%) e do pescado (8,8%), que perfazem 47,3% das exportações agroalimentares. Do lado das importações, sobressaem o pescado (13,6%), a carne (10,6%), os frutos (6,9%) e as gorduras (6,7%), que no total representam 37,8% das importações agroalimentares. As exportações destinam-se sobretudo a Espanha (36,4%), França (10,4%) e Itália (7,2%), e as importações têm origem sobretudo em Espanha (45,5%), França (6,9%) e Países Baixos (6,1%). O grau de autoaprovisionamento alimentar tem-se mantido relativamente estável, rondando os 86%, o que significa que a produção nacional tem acompanhado o crescimento do consumo. Se for corrigido das produções alimentares que são dirigidas para Gráfico 6 – Produção, importações, exportações e consumo aparente agroalimentar (2000=100) e grau de autoaprovisionamento de bens alimentares (%) Fonte: GPP, a partir de Contas Nacionais, INE
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