128 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR N.º 34 O futuro da Política Agrícola Comum do PIB nos EUA passe de 2,8% em 2024, para 1,8% em 2025 e 1,5% em 2026, enquanto na Zona Euro, deverá passar de 1,2% em 2025 para 1,0% em 2026. Já para a China, prevê-se também uma descida no aumento do PIB, de 4,9% em 2025 para 4,4% em 2026. Relativamente à inflação, as projeções indicam um abrandamento na inflação global nos países do G20, a cair de 3,4% em 2025 para 2,9% em 2026 (Figura 1). A inflação subjacente permanecerá aproximadamente estável nas economias do G20 em torno de 2,6% em 2025 e 2,5% em 2026.2 Na Zona Euro, prevê- -se que a inflação permaneça moderada. No capítulo seguinte, “Riscos e incertezas”, são abordados os principais fatores que podem alterar estas projeções. Neste capítulo, evidencia-se que os riscos que afetaram as perspetivas económicas continuam significativos. A possibilidade de novos aumentos nas tarifas bilaterais, um eventual regresso das pressões inflacionistas, o agravamento das preocupações orçamentais ou uma reavaliação acentuada dos riscos nos mercados financeiros poderão traduzir-se num crescimento económico inferior ao antecipado. É sublinhada a importância do estabelecimento de acordos que reduzam as barreiras pautais bilaterais atualmente existentes, de forma a reforçar o crescimento económico e comercial e baixar a inflação. Neste caso, dada a importância dos preços dos produtos alimentares e da energia nos cabazes de compras das famílias, aumentos elevados nos preços podem agravar a inflação a curto prazo e resultar em taxas de juros mais elevadas. As vulnerabilidades orçamentais estão a restringir as condições financeiras e a limitar o crescimento. O aumento das taxas de rendibilidade das obrigações soberanas reflete défices elevados e persistentes e níveis historicamente altos de dívida pública, o que 2 Inflação Global – taxa que reflete a variação dos preços de todos os bens e serviços consumidos pelas famílias, incluindo alimentos e energia; Inflação subjacente – taxa que reflete a variação dos preços de bens e serviços na economia, excluindo flutuações acentuadas, como alimentos e energia. intensifica os riscos de refinanciamento, podendo gerar impactos negativos sobre o sistema financeiro. Além disso, as valorizações elevadas e voláteis de criptoativos representam um risco adicional para a estabilidade financeira, devido à crescente interligação com o sistema financeiro tradicional. No último capítulo, “Necessidades em termos de políticas”, analisam-se as medidas de política económica necessárias para enfrentar os desafios atuais, com foco para a manutenção da estabilidade económica, controlo da inflação e a garantia da sustentabilidade fiscal. Ao nível dos mercados, destaca-se a necessidade de um maior entendimento entre os países, de modo a promover a cooperação e o trabalho conjunto, tornando a política comercial mais transparente e previsível. No que se refere à política monetária, sublinha-se que as instituições financeiras, e em particular os bancos centrais, devem manter uma supervisão atenta e ter a capacidade de reagir rapidamente aos riscos relativos à estabilidade dos preços, de forma a manter a inflação bem ancorada. Aos governos, pede-se disciplina orçamental de forma a salvaguardar a sustentabilidade das dívidas soberanas. Poderá haver necessidade de políticas de ajustamento orçamental para conter a despesa e aumentar o peso das receitas. Indica-se que são necessários esforços, mediante a implementação de reformas estruturais, que melhorem o nível de vida dos cidadãos. São necessárias medidas orçamentais credíveis e bem concedidas que salvaguardem a sustentabilidade da dívida pública e permitam manter a margem de manobra para reagir a choques futuros. As escolhas orçamentais são mais difíceis com as novas exigências de aumento de despesa com defesa e as
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