Cultivar_34_FuturodaPAC

O futuro da Política Agrícola Comum e os desafios das Regiões Ultraperiféricas 103 que envolva educação agrícola, modernização das explorações e valorização das carreiras ligadas ao meio rural. A transição digital, por sua vez, constitui uma oportunidade para aumentar eficiência, melhorar práticas de gestão e promover maior sustentabilidade ambiental. No entanto, esta transição deve ser acompanhada de investimentos em conectividade, formação e soluções tecnológicas adequadas ao contexto regional. A adaptação digital não pode ser pensada como mera importação de modelos continentais; deve refletir as particularidades produtivas, logísticas e ambientais das ilhas. Uma PAC coerente com a diversidade da União O futuro da PAC exige equilibrar objetivos comuns com respostas ajustadas às especificidades territoriais. Para os Açores, esta adaptação não representa um privilégio, mas uma condição essencial para garantir equidade e viabilidade económica. A preservação do carácter autónomo do POSEI, o reforço do seu financiamento e a aplicação consistente do princípio de ultraperiferia nos novos regulamentos constituem elementos decisivos para que a agricultura dos Açores continue a assegurar segurança alimentar, coesão territorial e desenvolvimento sustentável. Num momento de incerteza internacional e de transição estrutural, a União Europeia tem a oportunidade de reafirmar que a sua força reside na diversidade dos territórios que a compõem. Os Açores, como região ultraperiférica, não devem ser vistos como periferia, mas como parte essencial da projeção europeia no Atlântico. Garantir uma PAC justa, diferenciada e orientada para o futuro é a melhor forma de assegurar que este contributo continua a ser plenamente reconhecido.

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