A promoção da digitalização na Política Agrícola Comum – presente e futuro 97 nível dos sistemas implantados pelos Estados-Membros. Estabelece a prioridade de conectividade das zonas rurais, em especial nas regiões remotas, tirando simultaneamente partido das oportunidades oferecidas pelas soluções de conectividade alternativas e pela computação periférica e a importância de investir num ambiente propício, nomeadamente através da formação ao longo da vida em competências digitais e do aconselhamento, bem como de promover a experimentação e a adoção dos sistemas digitais, também coletivamente (por exemplo, através das cooperativas). Informa que a Comissão lançará uma estratégia digital da UE para o setor agrícola, a fim de permitir a transição para uma agricultura e um setor alimentar preparados para o digital e orientados para o futuro, evitando simultaneamente os perigos latentes. A transição digital no PEPAC No PEPAC, a transição digital foi equacionada no âmbito do Objetivo Transversal “Modernização do setor através da promoção e da partilha de conhecimentos, da inovação e da digitalização”, que abrange três grandes áreas de intervenção: • Mais Competências/Melhor Aconselhamento • Organização do Sistema de Conhecimento e Inovação (AKIS) • Transição Digital Foi estabelecida a prioridade de prestar melhores serviços aos agricultores e produtores florestais, qualificando os prestadores, alargando as temáticas da prestação e reforçando a sua participação na rede AKIS, como resposta a uma diminuta incorporação do conhecimento na formação, no aconselhamento e no apoio técnico, insuficiente adaptação das áreas temáticas definidas para prestação do aconselhamento às necessidades concretas dos agricultores e a uma frágil ligação entre o sistema de investigação 3 https://www.gpp.pt/images/PEPAC/Documentos_PEPAC/Diagn%C3%B3stico_OT.pdf agrícola, o sistema de aconselhamento agrícola e florestal (SAAF) e os agricultores. Uma melhor coordenação do sistema AKIS que incremente a densidade das relações no sistema, a articulação entre as várias estratégias/agendas de inovação nacionais, regionais e setoriais e a expansão da transferência de conhecimento para os produtores, com reforço do papel de novos atores, como sejam os Centros de Competências ou os Polos de Inovação, visando um AKIS menos fragmentado, mais robusto e eficiente. Estas duas áreas de intervenção são absolutamente fundamentais para assegurar uma transição digital mais inclusiva no setor, de modo que a agricultura se mantenha e modernize, assegurando o seu papel no abastecimento alimentar, na produção de bens públicos e no desenvolvimento dos territórios rurais. No âmbito da transição digital, o diagnóstico realizado no PEPAC3 tornou evidentes as necessidades do setor e sustentou as prioridades da Estratégia de Digitalização apresentada. Foram identificados cinco principais desafios consubstanciados em cinco objetivos específicos associados a um conjunto de medidas (30) a implementar através de intervenções do programa, ou preconizadas noutros instrumentos de política, que concorrem para a sua implementação. Objetivos Específicos da Estratégia de Digitalização OE1. Promoção da transferência de tecnologia, aconselhamento, extensão, partilha de conhecimento; OE 2. Melhoria das Competências Digitais; OE 3. Conectividade; OE 4. Melhoria do Contexto para a Digitalização; OE 5. Transformação der dados em informação de apoio à decisão.
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