Cultivar_33

96 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR N.º 33 ABRIL 2025 – Dados na agricultura tiva das tecnologias, designadamente das tecnologias digitais, e o acesso a conhecimentos imparciais, sólidos, relevantes e recentes, intensificando a partilha destes últimos, a fim de servir a multifuncionalidade dos sistemas agrícolas, florestais e alimentares. Num aconselhamento mais abrangente e inclusivo Serviços de aconselhamento agrícola adaptados especificamente aos diversos tipos de produção, com vista a melhorar a sustentabilidade da gestão e o desempenho global das explorações agrícolas e das empresas rurais e a identificar as melhorias necessárias no que respeita ao conjunto de medidas a nível das explorações agrícolas previstas nos planos estratégicos da PAC, inclusive no que respeita à digitalização. Investimento transversal às empresas do setor O apoio aos investimentos na instalação de tecnologias digitais na agricultura, silvicultura e zonas rurais, nomeadamente os investimentos na agricultura de precisão, nas aldeias inteligentes, em empresas rurais e em infraestruturas de tecnologias da informação e comunicação. As ferramentas digitais devem promover a sustentabilidade A gestão sustentável dos nutrientes, incluindo, o mais tardar a partir de 2024, a utilização de uma ferramenta de gestão sustentável dos nutrientes nas explorações agrícolas que é qualquer aplicação digital que forneça, pelo menos: um balanço dos principais nutrientes no terreno, os requisitos legais aplicáveis aos nutrientes, dados relativos aos solos, com base nas informações e análises disponíveis, dados do Sistema Integrado de Gestão e Controlo (SIGC) relevantes para a gestão dos nutrientes. O que se prevê para o futuro da PAC Não há dúvida que o caminho é de evolução na continuidade e de reforço do posicionamento na agenda europeia, atendendo a que a Comissão lançará uma estratégia digital da UE para o setor agrícola. A Comunicação da Comissão, de 19 de fevereiro de 20252, apresenta a Visão para a Agricultura e o Setor Alimentar para 2040. 2 Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões – Visão para a Agricultura e o Setor Alimentar – Construir juntos uma agricultura e um setor alimentar da UE atrativos para as gerações futuras: https:// eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:52025DC0075 A concretização desta visão apela a uma resposta política coerente e orientada para o futuro, articulada em torno da questão central: como construir um sistema agroalimentar que seja económica, social e ambientalmente sustentável e, por conseguinte, atrativo, competitivo, preparado para o futuro e justo tanto para a geração atual como para as gerações vindouras? Propõe-se que a resposta política se articule em torno de quatro domínios prioritários fundamentais: Um setor atrativo; Um setor competitivo e resiliente, Um setor preparado para o futuro, Condições de vida e de trabalho justas nas zonas rurais – e que a sua concretização assente, em grande medida, em elementos importantes do acompanhamento, nomeadamente a simplificação do quadro regulamentar, que afeta os agricultores e toda a cadeia de valor do setor agroalimentar, e a inovação, que oferece soluções para uma transição sustentável. A Visão sublinha que importa estabelecer um sistema agroalimentar europeu que investe e tira proveito do poder transformador da investigação, do conhecimento, das competências e da inovação, reconhecendo a digitalização como motor para promover a transição rápida para um melhor desempenho económico, resiliência e sustentabilidade das explorações agrícolas. Reconhece que, no caso da agricultura e de outras componentes do sistema alimentar, a adoção das ferramentas digitais regista grandes atrasos. A perceção de que estas tecnologias implicam custos elevados, o défice de competências digitais e de confiança, a inexistência de soluções adaptadas e os problemas de conectividade contam-se entre as principais razões pelas quais os agricultores não estão a aproveitar plenamente a vaga da digitalização. Por outro lado, os sistemas digitais carecem de uma maior integração e harmonização, no que respeita tanto à recolha de dados pelos agricultores e outros intervenientes no sistema alimentar, como ao

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