Agricultura e floresta em Portugal: estrutura e dinâmicas 63 no conjunto das regiões rurais (5,9% vs. 5,1%), verificando-se a mesma situação ao analisar a população mais jovem (15-24 anos), mas com uma diferença muito significativa (22,5% vs. 14,3%). De acordo com a informação disponibilizada pelo EUROSTAT, em 2022, as regiões rurais da UE27 contribuíam com 14% para o PIB, um peso substancialmente inferior ao verificado em Portugal (25%), onde, no entanto, o PIB per capita era de 19 mil euros, ficando bastante aquém dos 25,8 mil euros da UE27. Nesse ano, Portugal apresentou uma taxa de pobreza global inferior à média da UE27 (20,1% vs. 21,3%). Contudo, nas zonas rurais, os valores invertem-se e Portugal apresenta uma taxa de 24,3% face aos 21,4% da UE27. Indicadores ambientais Portugal apresenta um grau de intensidade agrícola3 de baixo input em cerca de 55% da SAU e de elevado 3 O grau de intensidade agrícola mede a quantidade e custos de recursos, tais como fertilizantes, pesticidas, água, mão-de-obra, energia, máquinas, e é expresso em percentagem do total da SAU. Um grau de intensidade elevado significa a utilização de mais inputs para maior produção (por exemplo, sistemas agrícolas intensivos), enquanto baixa intensidade consome menos recursos (por exemplo, sistemas extensivos). Assim, são definidas três classes de intensidade (baixa, média, elevada) com base nos custos estimados de inputs e expressos em €/ ha. Para a UE27 uma exploração é classificada com um grau baixo de input agrícola quando o valor obtido é até 88 euros/ha, de elevado grau de intensidade quando o valor obtido é ≥560 euros/ha e de grau médio quando o valor está entre 88 e 560 euros/ha. input em 23,3% da SAU, indicadores bastante diferentes dos verificados na UE, que tem menos de 1/3 da SAU com baixo input agrícola e 29% com elevado input. Em 2020, a área de pastoreio extensivo em Portugal era de quase 60% da SAU, mais do dobro do registado na União Europeia (26,2%). A superfície da Rede Natura 2000 no território representa 20,6% do total em Portugal, um valor superior à média da UE (18,6%). O volume de água de rega padrão das explorações agrícolas em Portugal, em 2023, foi superior a 3 mil milhões de metros cúbicos, sendo 57% destinados a culturas temporárias, 39% a culturas permanentes e 4% a pastagens permanentes. A região agrária do Alentejo foi a maior consumidora, com cerca de 38% do total do volume, com especial incidência nas culturas permanentes, seguida do Ribatejo e Oeste com 25%, maioritariamente nas culturas temporárias. A região agrária do Algarve foi a que apresentou menor valor de volume de água (4%). Elevada intens. input agrícola – 2022 (% SAU) 23,3 Pastagem extensiva – 2020 (% SAU) 59,5 Rede Natura 2000 (% território) 20,6 Volume água rega (1000m3) 3 033 655 Matéria orgânica solo – 2018 (megatoneladas) 67,2 Erosão hídrica do solo – 2016 (ton/ha/ano) 2,31 Prod. energia biomassa agrícola – 2021 (ktoe) 295,9 Cons. energia agricultura e floresta (ktoe) 410,1
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