90 CADERNOS DE ANÁLISE E PROSPETIVA CULTIVAR N.º 33 ABRIL 2025 – Dados na agricultura d) Garantir o acesso facilitado dos cidadãos à informação existente, incluindo investigadores nacionais e internacionais, promovendo o seu contributo para a melhoria contínua do SGIFR; e) Permitir o acesso à informação pública, mediante processo automático, de agentes privados, que por sua livre iniciativa desejem desenvolver novas aplicações de apoio à decisão/gestão, para uso de outras empresas, dos proprietários florestais (associados ou não) e dos cidadãos, assim promovendo a transparência do Sistema; f) Estabelecer a base para o desenvolvimento futuro na AGIF dos seus sistemas de apoio à decisão, apoio à gestão e governação do SGIFR. O desenvolvimento de um ecossistema aplicacional que desse resposta a todos os requisitos legais e, ao mesmo tempo, cumprisse com os requisitos técnicos e funcionais considerados essenciais pelas entidades envolvidas, foi um enorme desafio que levou quatro anos a completar. Na fase 1 do projeto fez-se a caraterização da situação atual (as-is) e produziu-se um relatório com a caracterização dos sistemas de informação e dos dados produzidos por cada uma das entidades no contexto dos incêndios rurais, bem como uma “fotografia” transversal a todas as entidades, elencando as dificuldades, melhorias e obstáculos identificados. Ficou claro, ao longo das múltiplas interações com os parceiros do projeto, que seria necessário dar máxima prioridade a três grandes grupos de requisito: 1. Autonomia • As entidades produtoras de informação possuem total autonomia para definir que entidades utilizadoras irão ter acesso aos seus serviços / dados. 2. Segurança • A infraestrutura informática do SIFoR deve estar alojada em solo nacional; • Realização de duas auditorias de segurança por uma entidade independente. 3. Rastreabilidade da informação • O acesso aos dados é feito apenas por utilizadores autorizados; • Qualquer acesso fica registado e é auditável. De seguida, teve lugar um trabalho de desenho de uma visão macro do ecossistema SIFoR, com a definição de requisitos técnicos e funcionais (fase 2), que serviu de base ao desenvolvimento e implementação da plataforma. Finalmente, avançou-se para o desenvolvimento informático, em estreita articulação com elementos das diferentes entidades do SGIFR, de forma a assegurar o integral cumprimento dos objetivos do projeto. Atualmente, decorre a fase de divulgação e capacitação dos agentes que irão utilizar a plataforma, primeiro no nível nacional e, ao longo de 2025, ao nível sub-regional e local, do setor público e privado. A Plataforma de Interoperabilidade do SGIFR (PLIS), através da comunicação que estabelece entre os respetivos diferentes sistemas de informação, dá resposta à necessidade de compilar, processar e difundir informação técnica relevante de caracterização do SGIFR. Suporta o processo de planeamento, previsão e apoio à decisão em fogos rurais, bem como a monitorização das atividades, metas e indicadores do SGIFR. Assegura, também, a recolha, centralização e disponibilização de informação, recebendo informação do Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG), dos sistemas de gestão de atividade operacional das entidades, do sistema de gestão de ocorrências e de todos os restantes sistemas de informação das entidades do SGIFR. O esquema seguinte resume o posicionamento nuclear da PLIS, enquanto motor do Sistema de Informação de Fogos Rurais: Do ponto de vista funcional, a PLIS foi desenvolvida numa lógica modular, escalável e baseada em microserviços, visando a possibilidade de integrar, no futuro, novas valências úteis às diferentes entidades do SGIFR, como é o caso da Plataforma de Suporte às Lições Aprendidas, que aproveita todas as com-
RkJQdWJsaXNoZXIy MTgxOTE4Nw==