Cultivar_33

O uso de dados no contexto da extensão rural: inovação, conhecimento, formação e aplicação 79 recorrer a novas tecnologias. Pretende-se justificar o elevado preço dessas tecnologias com a informação disponibilizada, quando os agricultores apenas pretendem saber quando e quanto regar e não a humidade do solo a cinco profundidades diferentes. Considerações semelhantes podem ser feitas para os mapas de condutividade elétrica, NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada) ou outra informação. As indicações aos agricultores têm de ser simplificadas e isso apenas é conseguido através da extensão rural, da experiência na relação pessoal com eles e no conhecimento das suas particularidades sejam empresariais, de equipamentos ou sociais. É frequente constatar o desinteresse que toma conta dos agricultores quando existem comunicações comerciais ou académicas. As ações de demonstração ajudam e desmistificam, mas, na maior parte dos casos, as soluções nunca são tão milagrosas como são vendidas. Pela nossa experiência, a boa implementação destas medidas passa sempre pelo envolvimento dos técnicos que depois “traduzem” as informações em indicações mais simples e práticas. Deve-se reconhecer que estas tecnologias, sendo visualmente atraentes, chocam também com algum “conservadorismo”, “comodismo” e “receio” por parte de muitos técnicos. Conservadorismo, porque se vê a entrada de algumas áreas do conhecimento na agricultura que, embora podendo ser muito úteis, são por vezes desenquadradas da cultura, não têm em conta alguns aspectos técnicos e isso é o suficiente para se desconsiderar a solução. Comodismo, porque obriga ao estudo e à formação nestas áreas. Receio, porque muitos resultados das soluções usadas não são satisfatórios. É importante que se perceba que se, por um lado, estas tecnologias nos dão dados e informações, também é verdade que é o fator humano de relacionamento, interpretação e crítica que irá resultar no sucesso dessas mesmas soluções. Que não se pense que é possível retirar os técnicos do campo… pelo menos até à data. entanto, é justo reconhecer também que a maior te das soluções disponíveis no mercado apresenta masiada informação que baralha qualquer cultor, tenha ele ou não o hábito de usar ecrãs ou orrer a novas tecnologias. Pretende-se justificar o vado preço dessas tecnologias com a informação ponibilizada, quando os agricultores apenas tendem saber quando e quanto regar e não a midade do solo a cinco profundidades diferentes. siderações semelhantes podem ser feitas para os pas de condutividade elétrica, NDVI (Índice de etação por Diferença Normalizada) ou outra rmação. As indicações aos agricultores têm de ser plificadas e isso apenas é conseguido através da ensão rural, da experiência na relação pessoal com s e no conhecimento das suas particularidades sejam presariais, de equipamentos ou sociais. equente constatar o desinteresse que toma conta agricultores quando existem comunicações merciais ou académicas. As ações de demonstração dam e desmistificam, mas, na maior parte dos casos, soluções nunca são tão milagrosas como são didas. ra 11 – Mapa de condutividade elétrica num associado AVIPE a nossa experiência, a boa implementação destas medidas passa sempre pelo envolvimento técnicos que depois “traduzem” as informações em indicações mais simples e práticas. DeveFigura 10 – Dashboard de uma aplicação para smartphone relativa à informação disponibilizada por uma sonda de humidade de solo Figura 10 – Dashboard de uma aplicação para smartphone relativa à informação disponibilizada por uma sonda de humidade de solo Figura 11 – Mapa de condutividade elétrica num associado da AVIPE

RkJQdWJsaXNoZXIy MTgxOTE4Nw==