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27 AgronomIA – será que a Inteligência Artificial nos coloca perante uma revolução agrícola baseada em dados? MIGUEL DE CASTRO NETO Diretor, NOVA Information Management School (NOVA IMS) 1 Agricultura inteligente inclui a capacidade de tirar partido da transformação digital para assegurar que os processos decisionais do empresário são apoiados por informação produzida com dados de todo o processo produtivo, desde o campo até ao consumidor final, incluindo o suporte para ações dinâmicas e variáveis no espaço e no tempo em função da realidade concreta. Este conceito inclui agricultura de precisão, zootecnia de precisão, horticultura de precisão, etc. Introdução A agricultura, enquanto atividade essencial e sob pressão para satisfazer necessidades alimentares crescentes e responder à sustentabilidade do planeta, encontra-se hoje no epicentro de uma transformação estrutural impulsionada também pelo avanço exponencial das tecnologias digitais, pela ubiquidade da recolha de dados e pela capacidade de ação. No entanto, sendo inquestionável que atravessamos atualmente uma profunda transformação, fortemente impulsionada pela rápida adoção de tecnologias digitais decorrente da crescente oferta de produtos e serviços a custos cada vez mais acessíveis, não é menos verdade que este movimento, conhecido hoje como agricultura inteligente1 não é novo. Tendo evoluído significativamente ao longo das últimas quatro décadas, não podemos dizer que efetivamente tenha tido a capacidade de ser adotado e utilizado de forma generalizada pelo sector agrícola nacional. Embora existam setores específicos em que a digitalização é hoje uma realidade, como o setor leiteiro industrial ou a horticultura intensiva em estufa, transversalmente, a transformação digital da agricultura tem demonstrado grandes dificuldades em ganhar tração, sendo apontadas como razões para tal a reduzida digitalização das empresas agrícolas, elevados custos, as necessidades de … transversalmente, a transformação digital da agricultura tem demonstrado grandes dificuldades em ganhar tração, sendo apontadas como razões para tal a reduzida digitalização das empresas agrícolas, elevados custos, as necessidades de competências específicas, a dificuldades de conectividade digital no espaço rural, etc.

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