Europa, um continente líder em Inteligência Artificial? A Comissão Europeia diz que sim 105 O futuro da Política Agrícola Comum e a IA A Comissão Europeia, na sua Visão para a Agricultura e o Setor Alimentar10 apresentada em fevereiro de 2025, reconhece, sem novidade, a digitalização como motor para promover a transição e para melhorar o desempenho económico, a resiliência e a sustentabilidade das explorações, através do papel das tecnologias digitais avançadas, incluindo a Inteligência Artificial, combinadas com os dados da Internet das Coisas e de outras fontes. De entre os poucos exemplos citados, para além das há muito propagadas plataformas de comércio eletrónico e vantagens da agricultura de precisão, a Comissão aponta os 100 laboratórios vivos da Missão Pacto Europeu para os Solos, no domínio da investigação e inovação no âmbito do programa Horizonte Europa, como um recurso sem precedentes para ajudar os agricultores a melhorar os seus solos. Notas finais A generalização e o crescimento acelerado na escala temporal e nas capacidades das tecnologias digitais, incluindo muito em particular a Inteligência Artificial, bem como a sua integração de forma rápida e 10 Comunicação da Comissão COM (2025) 75, Visão para a Agricultura e o Setor Alimentar – Construir juntos uma agricultura e um setor alimentar da UE atrativos para as gerações futuras https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:52025DC0075 sistemática nos processos de produção das cadeias de valor, pode gerar impactos económicos, ambientais e sociais a diferentes velocidades e nem sempre inclusivos, para além das questões éticas e de segurança dos sistemas. Se, por um lado, a Comissão Europeia ambiciona que a UE se torne um Continente líder em IA, por outro, não estabelece uma meta temporal para essa aspiração, o que, à luz do panorama global de liderança disputada entre EUA e China, se pode compreender. Do que parece não existir dúvidas, é que a corrida pela competitividade por via desta verdadeira revolução tecnológica começou há muito e que num mercado único sempre por completar, os desafios são uma constante. Do ponto de vista de uma comunicação de orientação como esta, cujo plano de ação visa impulsionar e acelerar as políticas de IA da UE, só um esforço conjunto, aliás preconizado, que ligue as instituições da UE, os Estados, as empresas, os investigadores e os programadores, pode elevar a cooperação ao nível superior que permite perspetivar o “continente líder em IA” que a Comissão Europeia se propõe alcançar.
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