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Europa, um continente líder em Inteligência Artificial? A Comissão Europeia diz que sim 103 de texto para raciocínio, capacidades multimodais e comportamento agente (capacidade de chegar a um resultado de forma independente). Esta tendência continuará, e é expectável que a próxima geração de modelos de IA de fronteira catalise um salto nas capacidades rumo à Inteligência Artificial Geral, capaz de lidar com tarefas altamente complexas e diversas combinando com as capacidades humanas. A instalação de uma única giga-fábrica de IA exige investimentos significativos, pelo que a Comissão Europeia preconiza o recurso a parcerias público-privadas e mecanismos de financiamento inovadores. A Comissão insta igualmente os Estados-Membros e as regiões a reforçarem o apoio às capacidades digitais, como a IA, a computação em nuvem e as giga-fábricas, no contexto da revisão intercalar da política de coesão atualmente em curso5. A Comissão reconhece que a UE está atrasada em relação aos EUA e à China em termos de capacidade disponível dos centros de dados, assentando em infraestruturas instaladas e controladas por outras regiões do mundo. Embora o acesso a esses serviços a preços acessíveis seja importante, é também reconhecido que a dependência excessiva de países terceiros pode acarretar riscos e constituir preocupação para os atores públicos e privados da UE. Para satisfazer adequadamente as necessidades gerais de IA e de computação em toda a UE e assegurar a competitividade e a soberania europeias, a Comissão quer que a UE aumente a atual capacidade de computação em nuvem e de centros de dados de uma forma equilibrada do ponto de vista geográfico. 5 Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho, Uma política de coesão modernizada: revisão intercalar, COM(2025) 163 final, 1.4.2025: «A Comissão insta os Estados-Membros e as regiões, aquando da reprogramação no âmbito da revisão intercalar, a (…) centrarem-se em empresas revolucionárias e inovadoras, a fim de permitir a difusão da inovação, capacidades de fabrico descarbonizadas avançadas, tecnologias limpas e a adoção da IA, ajudando as empresas que contribuem para os setores e cadeias de valor estratégicos da Europa, como a inteligência artificial, as tecnologias de semicondutores e quânticas, os materiais avançados, a descarbonização, a biotecnologia, a defesa ou as tecnologias espaciais. Tal deverá incluir a plena utilização das oportunidades de transferência orçamental e o apoio aos Selos de Excelência e aos Selos STEP atribuídos pelo Conselho Europeu da Inovação, que seleciona empresas em fase de arranque e PME com elevado potencial nestes domínios; (…)·reforçarem o apoio a capacidades digitais, como a IA, a computação em nuvem e as giga-fábricas, para que as empresas tenham acesso às infraestruturas de serviços de ponta necessárias à inovação e competitividade». https://ec.europa.eu/regional_policy/sources/communication/mid-term-review-2025/communication-mid-term-review-2025_en.pdf No entanto, acrescentar novos centros de dados à rede coloca desafios importantes, com potenciais impactos no consumo, nas redes e na descarbonização. A Comissão reconhece que a futura Estratégia de Resiliência da Água procurará reduzir a pegada hídrica destas instalações e aumentar a circularidade da água através da reutilização, eficiência do uso e arrefecimento a seco. 2 – Aumentar o acesso a dados de elevada qualidade Com este segundo objetivo, a UE trabalhará numa estratégia específica para a União dos Dados (Data Union Strategy) que, entre outros aspetos, pretende ver explorado o desenvolvimento de laboratórios de dados como componentes integrantes das fábricas de IA, para permitir o fornecimento e a partilha segura de dados de elevada qualidade. Será “racionalizada” a legislação em vigor em matéria de dados, para reduzir a complexidade e os encargos administrativos e assegurar que as estruturas de governação dos dados são eficazes, com base em processos inclusivos que tenham em conta a legislação relativa a direitos de autor. 3 – Promover a inovação e acelerar a adoção de IA em setores estratégicos Em 2024, apenas 13,5% das empresas da UE tinham adotado tecnologias de IA. Acelerar a sua adoção em todos os setores, incluindo a administração pública, vai fomentar a inovação e reforçar a competitividade e o crescimento económico, bem como reduzir os encargos administrativos.

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