Europa, um continente líder em Inteligência Artificial? A Comissão Europeia diz que sim 101 alimentar, na educação e na formação, nos meios de comunicação social, no desporto, na cultura, na gestão das infraestruturas, na energia, nos transportes e na logística, nos serviços públicos, na segurança, na justiça, na eficiência energética e dos recursos, na monitorização ambiental, na preservação e recuperação da biodiversidade e dos ecossistemas e na atenuação das alterações climáticas e adaptação às mesmas, ao permitir melhorar as previsões, otimizar as operações e a repartição de recursos e personalizar as soluções digitais disponibilizadas às pessoas e às organizações. Na definição europeia, um «Sistema de IA» é um sistema baseado em máquinas, concebido para funcionar com níveis de autonomia variáveis, que pode apresentar capacidade de adaptação após a implantação e que, para objetivos explícitos ou implícitos, e com base nos dados de entrada que recebe, infere a forma de gerar resultados, tais como previsões, conteúdos, recomendações ou decisões que podem influenciar ambientes físicos ou virtuais. Plano de ação para um continente líder em IA De acordo com a Comissão Europeia, a “inovação aberta” tem produzido resultados positivos – o poder de computação na UE é acessível ao público através da rede de supercomputadores de ponta implantada pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho4 (EuroHPC, na sigla em inglês). As startups de IA estão em expansão, o que se reflete no aumento dos investimentos e no número crescente de unicórnios nos últimos anos. A UE acolhe mais de 6 800 startups. Contudo, para a UE se tornar um continente líder em IA, devem ser acelerados e intensificados esforços em cinco domínios: (1) Infraestrutura informática/ computacional, (2) dados, (3) talentos e competências, (4) desenvolvimento de algoritmos e sua adoção, e (5) simplificação do ambiente regulatório. 4 A EuroHPC foi lançada em 2018 e é cofinanciada pela UE, pelos Estados-Membros e por atores privados. Exemplos de supercomputadores EuroHPC incluem o LUMI (classificado como #8 a nível mundial), Leonardo (#9) e MareNostrum 5 (#11), que de forma coletiva melhoram as capacidades computacionais da Europa. 1 − Construir uma infraestrutura de computação de IA em larga escala A base do plano é fortalecer a infraestrutura de computação em larga escala para que inovadores e investigadores possam criar e aperfeiçoar modelos “de fronteira” para a IA. Tal passa pelo reforço da rede de fábricas de IA e pelo estabelecimento de giga-fábricas, integrando um enorme poder de computação em centros de dados. A inspiração para estas giga- -fábricas vem da ambição subjacente à Organização Europeia para a Investigação Nuclear, mais conhecida como CERN. As fábricas de IA são ecossistemas dinâmicos que promovem a inovação, a colaboração e o desenvolvimento no campo da IA. Ao ligar centros de supercomputação, universidades, startups, a indústria, o setor público e partes interessadas do setor financeiro, as fábricas de IA deverão reforçar a colaboração em IA em toda a Europa com um total de 13 fábricas em 17 Estados-Membros e dois países participantes na EuroHPC. Figura 1 – Os cinco pilares necessários para que a Europa se torne o continente da IA Fonte: Plano de Ação para o Continente de IA, COM(2025) 165 final
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