Ano Internacional das Cooperativas 2025, uma visão global 81 Adicionalmente, não é despicienda a importância das cooperativas na capacidade de estimular o desenvolvimento territorial, podendo ser motores de transformação dos sistemas agroalimentares. Em abril de 2023, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução para promover a economia social e solidária como meio de alcançar os ODS. A FAO apoia fortemente esta resolução, reconhecendo que a economia social e solidária pode promover a cooperação voluntária, a ajuda mútua e a governação democrática e participativa. Neste contexto, a FAO vê as cooperativas como veículos essenciais para alcançar objetivos mais vastos, como a redução da pobreza, a igualdade de género e o crescimento económico equitativo. Em todo o mundo, as cooperativas são fundamentais para melhorar o bem-estar dos agricultores, pescadores e outras comunidades rurais, permitindo-lhes reunir recursos, partilhar conhecimentos e ter acesso aos mercados de forma mais eficiente. As cooperativas, segundo a FAO, são particularmente vitais no contexto da pequena agricultura. Estas cooperativas proporcionam uma via para os pequenos produtores superarem desafios comuns, tais como o acesso limitado ao capital, à tecnologia e à educação, unindo-se para melhorar o seu poder de negociação coletiva. Esta capacitação através do apoio mútuo permite aos agricultores garantir melhores preços para os seus produtos, reduzir os custos de produção através de serviços partilhados (como a compra conjunta de sementes, fertilizantes ou maquinaria) e melhorar a sua competitividade global em mercados locais, nacionais e internacionais. A FAO enfatiza também o papel das cooperativas na cadeia de valor, onde podem colmatar o fosso entre a produção e o acesso ao mercado, garantindo que os pequenos agricultores e os produtores rurais não são excluídos dos mercados de maior valor. A FAO destaca ainda os benefícios sociais e económicos das cooperativas no desenvolvimento rural. As cooperativas tendem a operar com um foco no crescimento inclusivo, proporcionando uma plataforma importante para os grupos marginalizados, incluindo mulheres e jovens, participarem mais plenamente nas atividades económicas. Muitas cooperativas dão prioridade à igualdade de género, oferecendo às mulheres oportunidades para alcançarem cargos de liderança e terem acesso a processos de tomada de decisão que, de outra forma, lhes poderiam ser negados. Da mesma forma, as cooperativas promovem a coesão social, incentivando a responsabilidade partilhada e a promoção da governação democrática. A FAO incentiva a utilização das cooperativas como ferramentas de resiliência contra choques externos, como as alterações climáticas, uma vez que podem mobilizar melhor os recursos, oferecer redes de apoio e melhorar as capacidades de adaptação dos seus membros. Nos últimos anos, a FAO tem trabalhado em estreita colaboração com governos, sociedade civil e parceiros do setor privado para criar políticas e quadros legais que garantam que as cooperativas são reconhecidas como intervenientes legítimos na agricultura, nas pescas e nos sistemas alimentares. Isto inclui o acesso a serviços financeiros, quadros jurídicos de apoio e a promoção da educação e formação cooperativas. No geral, a FAO tem adotado uma perspetiva de forte apoio ao setor cooperativo, encarando-o não só como um meio de melhorar as condições económicas das comunidades rurais, mas também como um instrumento poderoso para promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. As cooperativas, quando devidamente apoiadas, são vistas como parceiras-chave na promoção de um mundo mais equitativo, resiliente e com segurança alimentar. As cooperativas desempenham um papel particularmente significativo em certas regiões do mundo, com a sua influência a sofrer variações nacionais e continentais, devido a fatores económicos, sociais e históricos. De seguida, apresenta-se uma breve visão geral da importância das cooperativas nos diferentes continentes, de acordo com uma combinação de relatórios e fichas de informação sobre políticas (policy briefs) da FAO:
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