Cooperativas agrícolas: sustentabilidade, combate ao oportunismo na cadeia de valor e propriedade 111 Referência TÍTULO: Firm ownership and ESG performance in European agri-food companies: The mediating effect of risk- -taking and time horizon (Propriedade e desempenho ESG nas empresas agroalimentares europeias: O efeito mediador da assunção de riscos e do horizonte temporal) https://doi.org/10.1002/csr.3008 AUTORES: Megi Gega, Julia Höhler, Jos Bijman e Alfons Oude Lansink EDITOR: Corporate Social Responsibility and Environmental Management, Wiley NÚMERO DE PÁGINAS: 21 DATA DE PUBLICAÇÃO: 2 de outubro de 2024 Palavras-chave: propriedade das empresas, sustentabilidade, risco, horizonte temporal, desempenho ESG Resumo: “O desempenho ambiental, social e de governança (ESG, na sigla inglesa) das empresas agroalimentares europeias é crucial no contexto dos desafios da sustentabilidade. Recorrendo aos direitos de propriedade e à teoria da agência, analisamos a influência da estrutura de propriedade das empresas no desempenho ESG e o papel mediador da assunção de riscos e do horizonte temporal. Recorremos a um sistema recursivo de equações para testar o modelo, utilizando dados de 936 empresas europeias. Os resultados indicam que as empresas detidas por investidores (IOF, na sigla inglesa de investor-owned firms) superam as empresas familiares e as cooperativas em termos de desempenho ESG. As empresas familiares revelam um horizonte temporal mais alargado, enquanto as IOF apresentam uma maior assunção de riscos. A assunção de riscos e o horizonte temporal estão associados positiva e negativamente ao desempenho ESG, respetivamente. No entanto, não encontramos evidências de um efeito de mediação. O presente artigo contribui para a literatura sobre agência e direitos de propriedade, explorando as implicações da estrutura de propriedade para outras caraterísticas das empresas e para o desempenho ESG, e descreve as implicações para os decisores políticos e gestores no desenvolvimento de intervenções centradas na sustentabilidade.” Constatando a relevância do desempenho ESG num setor tão relevante do ponto de vista económico e político como é o setor agroalimentar, os autores procuram indagar o papel do tipo de propriedade das empresas agrícolas nesse desempenho, começando por classificá-las em três tipos: as IOF, empresas “detidas e controladas por acionistas que beneficiam dos seus lucros, e tendo como objetivo principal maximizar o retorno financeiro e o valor que os acionistas recebem”; as cooperativas “detidas pelos seus membros (…), com o objetivo de ‘realizar as necessidades económicas, sociais e culturais comuns’ destes”; e as empresas familiares “‘geridas para pôr em prática a visão dos membros de uma mesma família’, de modo a preservar a empresa como um legado para as gerações futuras”. No contexto das iniciativas ESG, são ainda analisadas a relação com a assunção de riscos/aversão ao risco e o horizonte temporal das empresas, ambas características relevantes para um desempenho ESG mais eficaz. Embora reconhecendo as limitações do estudo, os autores concluem o seguinte: ● “Devido ao seu objetivo de maximização do valor para os acionistas, as IOF são mais propensas a horizontes temporais curtos do que as empresas familiares, que visam garantir um legado para as gerações futuras (...). As cooperativas centram-se no longo prazo, uma vez que os seus membros querem assegurar a produção agrícola para as gerações seguintes. No entanto, as cooperativas apresentam frequentemente um problema nesta matéria devido à heterogeneidade dos
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