Cultivar_2_O solo

20 território enquanto recurso, bem como de objetivos de ordenamento do território . Além disso, o EAP-PAA afirma que a União e os seus Estados-Membros devem refletir quanto antes sobre a melhor forma de abordar as questões relati- vas à qualidade do solo, recorrendo a uma abor- dagem específica e pro- porcionada de avaliação dos riscos, no âmbito de umquadro legislativo vin- culativo . Neste contexto, aCo- missão criou um Grupo de Peritos 30 para aplicar as disposições de pro- teção do solo do 7º EAP-PAA e permitir um diálo- go consistente e formal. O grupo é composto por peritos mandatados pelos Estados-Membros para apoiarem a Comissão. Conclusão Os solos europeus são um recurso vital e, no fu- turo, se o permitirmos, tornar-se-ão um pilar ain- da mais sólido do nosso bem-estar. No início dos anos 60, havia quase meio hectare de terra arável disponível por pessoa; no início deste século, era 30 http://ec.europa.eu/transparency/regexpert/index.cfm?do= groupDetail.groupDetail&groupID=3336 menos de um quarto de hectare e, de acordo com a FAO, esse valor irá reduzir-se novamente a me- tade até meados deste século. Assim, e depois das perspetivas pouco anima- doras acima apresentadas, é encorajador saber que 2015 foi declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional dos Solos. Espero que este ano não sirva apenas como uma oportuni- dade única para sensi- bilizar as pessoas em relação à importância dos solos e para pro- mover ações a todos os níveis durante os pró- ximos meses, mas provoque também um debate duradouro que resulte emmedidas efetivas a nível da UE muito para além de 2015. Gostaria de terminar este artigo com uma cita- ção do ecologista Aldo Leopold. Embora se refira à terra, é válida também para o solo: “Abusamos da terra porque a consideramos um bem que nos pertence. Quando a olhar- mos como uma comunidade à qual perten- cemos, talvez comecemos a usá-la com amor e respeito”. Os solos europeus são um recurso vital e, no futuro, se o permitirmos, tornar-se-ão um pilar ainda mais sólido do nosso bem-estar. No início dos anos 60, havia quase meio hectare de terra arável disponível por pessoa; no início deste século, era menos de um quarto de hectare e, de acordo com a FAO, esse valor irá reduzir-se novamente a metade até meados deste século. A versão original do artigo encontra-se disponível no website do GPP: www.gpp.pt em Publicações/Periódicos no seguinte link: http://www.gpp.pt/publicacoes_period.html

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